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quinta-feira, 19 de março de 2009

A HORA DO PLANETA... E DOS BANDIDOS TAMBÉM!

Eu gosto desse lance todo de preservação ambiental e tudo o mais, até porque é necessário que se forme e rapidamente uma consciência mais limpa – literalmente! – em relação ao nosso planetinha.

O WWF Brasil esse ano, por exemplo, resolveu, junto com outras organizações espalhadas pelo mundo todo, fazer a tal Hora do Planeta, na qual todos nós deveremos desligar todas as nossas lâmpadas, fluorescentes ou não, durante uma hora a partir das 20h30 no dia 28 de março.

Até aí, tudo bem, é um objetivo nobre que até eu apoio, não somente por modismo, mas por necessidade. Mas, pensa bem... E em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo ou qualquer outra onde os índices de criminalidade não são lá muito confortáveis? Se todo mundo resolve desligar a luz à noitinha, dali a pouco não vai restar mais nada de valor nas cidades!

De repente a gente está lá, feliz da vida porque está ajudando a nossa Terra a respirar um pouquinho melhor e, de repente... Passa a grana, passa a grana! Ou quando a luz voltar ao normal não vamos poder ligá-la, porque até as lâmpadas os bandidos terão levado.

Sinceramente, acho que, apesar de tudo, a ONG deveria repensar o assunto. Ou a gente abrir o olho, claro.

Eu que não vou me arriscar a perder minha vida só por causa de uma coisa dessas. Participo do movimento, mas vai ser no outro dia, à luz salvadora do sol.

E, além do mais, que brasileiro vai desligar a força quando está passando a novela das oito? xD

domingo, 14 de dezembro de 2008

DEFINIÇÕES


Não tem franja? Não é EMO.

Ouve música de EMO, mas ainda assim não tem franja? Pseudo-EMO, que tem medo da opinião dos outros e por isso não se “revela”.

Anda de bermuda xadrez e bonezinho? É psyboy.

Psyboy? EMO que não quis ser... EMO, também por medo da opinião pública. Estão formando uma sociedade de pegadores que se pegam entre si.

Periguete é a famosa puta dos anos 2000. Adora um psyboy, pois elas curtem de tudo. Tudo MESMO...

Do amigo Maurício A. Filho (com mínimas adaptações).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

REVELAÇÃO - PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Poderia ter sido melhor...

NO GERAL

O primeiro capítulo de qualquer coisa na TV não é o melhor. Entretanto, em se tratando de Revelação, sobre a qual houve tanto estardalhaço por durante tanto tempo, eu esperava bem mais. Não que tenha sido ruim, não. Mas em alguns aspectos, principalmente a trilha sonora e a falta de técnica na troca de cenas, aquilo que era pra ser um festival de inovação acabou sendo mais um episódio malfadado do SBT que tenta recuperar sua audiência – que, tecnicamente, está sendo recuperada, visto que há quatro meses a emissora está na vice-liderança.

O CASAL

Bem, vamos começar com o par romântico de Revelação, Lucas (o ex-gay da Globo, como minha irmã disse, Sérgio Abreu) e Vitória (Tainá Muller). Seguindo a cartilha dos dramalhões mexicanos, dá pra perceber que eles viverão a típica relação de amor e ódio entre os casais separados das novelas latinas. Daqui a pouco tudo isso vai virar um chororô só. Confesso que, durante a estréia, eu até troquei de canal durante algumas cenas dos dois. Afinal, se eu tomasse mais uma dose daquele melado todo que caía das falas de cada um eu sufocaria. Quase me derrubou também o clima de riqueza – o que não me surpreende muito, escrita a novela por quem é... Enfim, precisa melhorar muito nesse ponto. Quem sabe quando a fase da aversão começar a coisa não melhora. Ah, e eu gosto muito do Tim Maia, mas aquela música pra um par tão... tão... açucarado como esse não pega. Acredito que O Mare e Tu, de Dulce Pontes ft. Andrea Bocelli foi a melhor escolha.

OS VILÕES

Numa época em que os escândalos políticos vêm a tona cada vez mais facilmente no nosso país, o que não poderia faltar na novela de Íris Abravanel, ainda mais numa cidade chamada Tirânia, era gente corrupta. Provavelmente amiguinho de Romildo Rosa (Milton Gonçalves), de A Favorita, George Castelli (Flávio Galvão) é mais caricato do que o papel exige. A mulher, Sofia (Renata Zhaneta), e os filhos bons, Renato (Bruno Gradim) e Rebeca (Ana Carolina Godoy), praticamente não aparecem. Já a má, que não poderia faltar, é a encarnação da malícia na Terra. A tal loira indispensável, interpretada por Thaís Pacholek, Beatriz, é a que vai causar todo o conflito entre Lucas e Vitória. Pra mim, foi a que melhor representou seu papel no primeiro capítulo, com toda certeza. Ah, e aquela música que tocava em toda a cena com o prefeito? Meu Deus, que chata! Sobre a bandidagem, vou ter que confessar que a de Vidas Opostas, da Record, era melhor. Os traficantes da novela vão ter que comer muito arroz com feijão pra fazer algum estrago que realmente cause frisson, como aquele tal de Jackson (Heitor Martinez) causou na supracitada.

O “RESTO”

Eu não queria usar essa palavra, mas, tudo bem. O fato é que, tirando os abastados, o que sobra em Revelação são os pobres e os empregados – o que mostra, mais uma vez, a visão de mundo da senhora Abravanel. Aquela empregada da fazenda, Maria José (Veridiana Toledo), é uma graça. Gostei bastante dela. Apesar de parecer uma palhaça de circo com todas as trapalhadas que apronta, como escorregar e deixar as coisas caírem no chão, dá todo um ar que desvia a atenção de alguns erros. Não poderia deixar de comentar o grande número de personagens avulsos, que não foram agrupados em núcleos. São tantos que eu prefiro nem comentar...

A TÉCNICA

Dos males o maior, principalmente no que consta a filmagem em si e as mudanças de cena. Pensei que, pelos trechos que tinham sido jogados no YouTube, que pareciam até um filme muito bem-feito, e os R$200 mil gastos com cada episódio, nesse quesito a novela seria perfeita. Decepcionou-me. Seriamente. Espero que nos outros episódios, assim como o entrosamento entre os atores – que pareciam MUITO acanhados um diante do outro! – e o ligamento entre os personagens, esse quesito melhore.

O QUE SALVA

O mistério envolvendo o Oculto – que eu espero que se aperfeiçoe também. A parte central da cidade cenográfica que, apesar de mal filmada, me pareceu bem cuidada. Alguns atores e atrizes que, apesar de parecerem ventríloquos, fizeram o melhor para parecerem bem. E pareceram, afinal. Hum... Algumas músicas, como a que eu já citei acima de cantores europeus, e Fever, do Michael Bublé. E a abertura! Ah, a abertura! Não sei nem o que dizer, além de que ficou perfeita!

NOTA FINAL

Levando em consideração a falta de experiência da autora, daria 6,5 para o primeiro capítulo. Aliás, pelo que eu andei lendo, nem a Íris, nem o Sílvio, gostaram muito do resultado da premiere. Quem não gostou nada foi o jornal Extra, aquela falcatrua ambulante – quem assistiu o Pânico na TV! domingo e o CQC ontem sabe do que eu estou falando... –, que disse que “filme queimado não se revela” e que a melhor coisa que o Senor poderia fazer é tirar a novela e logo do ar. Eu não acho. Acredito que nem tudo que começa mal termina pior ainda. Pode ser que, erros percebidos, eles tenham tentado arrumar as coisas. O fato é que eu vou continuar assistindo pelo menos mais um mês e depois eu decido se realmente vale a minha audiência. Sobre o IBOPE, aliás, a novela conseguiu 9 de média e 12 de pico. O que é considerado algo razoavelmente bom, levando-se em consideração o horário em que a novela foi levada ao ar – quase meia-noite! – e o canal em que é transmitido. Só espero mesmo é que assim continue. Afinal, dá pra perceber que a emissora quer recomeçar nesse assunto da teledramaturgia. E o SBT está precisando realmente colocar coisa brasileira na sua programação. As séries são muito legais, os filmes então, mas não seria ruim uma coisa mais tupiniquim.

ABERTURA

REVELAÇÃO


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O DEFICIENTE, AS BARREIRAS E O ROMPIMENTO DELAS

Muita pouca gente sabe e pouco se comentou hoje na TV sobre o Dia Internacional do Deficiente Físico. Pois saiba você, caro leitor, que é pedido a nós, seres humanos, algum tempo do nosso dia para refletir sobre ele, sobre o cadeirante, sobre o surdo e o mudo, sobre o cego. E, mais que só pensar, agir também, nem que seja da maneira mais singela possível, como ajudando um companheiro em cadeira-de-rodas a subir ou descer uma calçada que não tenha a devida acessibilidade, aprendendo a falar com uma pessoa que não pode ouvir nem nos responder com palavras ou uma pessoa que não pode ver a atravessar a rua. É um bom momento para aquecermos nossos corações e nos livrar da maior das deficiências, aquela que parte da nossa alma muitas vezes danificada pela falta de compaixão e de outros sentimentos nobres: o preconceito.

Existiram, existem e, com certeza, existirão exemplos de pessoas que souberam superar suas limitações físicas e mostrar aos outros que o que mais vale no ser humano é a sua capacidade de mostrar ao mundo sua alma. É uma boa hora para ouvir alguma sinfonia de Beethoven, que, apesar de surdo, filho de um alcoólatra e de uma mulher infeliz, transformou-se num dos maiores nomes da música erudita clássica, ou então escutar uma canção do cantor de ópera italiano Andrea Bocelli, privado do dom da visão desde tenra idade. O estadista Franklin D. Roosevelt, presidente dos EUA, que passou boa parte de sua vida numa cadeira-de-rodas pode ser contado entre os exemplos, esse home que dizia que, antes de qualquer outro vigor, o de caráter é o mais importante. Aleijadinho, o maior escultor do Barroco brasileiro, que sofria de uma doença que ainda não foi totalmente identificada, mas que fazia com que seus dedos ficassem “tortos”. A Miss EUA Heather Whitestone, que era surda, também deve ser incluída. Podemos citar igualmente os vários dislexos que não se deixaram atemorizar, como Agatha Christie, a Dama do Crime, Albert Einstein, considerado o maior físico de todos os tempos, Alexander Graham Bell, inventor do telefone, Leonardo Da Vinci, gênio das artes, Robin Williams, ator maravilhoso, Thomas Edison, inventor, entre muitas coisas, da eletricidade, que também sofria de deficiência auditiva, Walt Disney, o criador do ratinho mais famoso do mundo, Whoopi Goldberg, atriz e comediante ímpar, Winston Churchill, que, junto de Roosevelt, teve um papel mui importante durante a 2.ª Guerra Mundial... Também podemos citar personagens bíblicos, como Moisés, patriarca dos hebreus e tido tradicionalmente como autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, que era gago, Noé, que, segundo a história bíblica, salvou a raça humana e animal do dilúvio, era albino, e São Paulo, um dos pilares do cristianismo, tinha problemas de visão.

Mas, antes desses famosos, que também devem servir de exemplo, devemos também lembrar daqueles que são deficientes e estão mais próximos de nós. Estamos dando a eles o devido respeito? Bem, em muitas situações eles têm sua dignidade ultrajada, quando, por exemplo, os poderes não dão as devidas opções de acessibilidade a eles, obrigando-os à tristes adversidades, ou quando nós mesmos tomamos seus lugares em estacionamentos.

Sobre esse último exemplo, deixo com vocês uma reportagem que o Rafinha Bastos, repórter do CQC, fez sobre pessoas do próprio governo utilizando-se de vagas para deficientes. É uma de suas mais famosas edições do Proteste Já – eu, pelo menos, consegui lembrá-la para postar aqui – e faz uma bela crítica a essa situação.

E, antes de sair, só gostaria de dizer uma coisa: o poder, por mais que pareça delimitado, está mais dentro do que fora da gente.

PROTESTE JÁ!

RAFINHA BASTOS E AS VAGAS PARA DEFICIENTES

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sábado, 15 de novembro de 2008

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1889. Cidade e data. Proclamação da República. Desde pequenos somos ensinados sobre os aspectos que cercam esta que é um dos três feriados da pátria. O vulto da traição, por exemplo. Sim, porque é do conhecimento de muitos ou pelo menos daqueles que realmente assistiram às aulas de História e não tinham um professor cheio de paixão pelo sistema de governo supracitado que o muitas vezes cultuado como herói Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente deste país, era “amigo” do imperador Pedro II e só fez o que fez por pura covardia. Aproveitando-se de toda uma situação politicamente frágil, ele, meio que empurrado por vários militares, declarou feita a federação brasileira, que, aliás, só se tornou popular, ou seja, com a aprovação do povo, através de um plebiscito em 1993.

Às vezes eu fico me perguntando se o regime republicano é realmente o melhor para o nosso país, se não estaríamos melhor convivendo numa monarquia constitucional. É claro que no final do século XIX o Império Brasileiro não era uma maravilha, não. Mas, mesmo que veladamente, parecia que as mudanças tão esperadas, que causariam uma democratização de todo o sistema, como ocorreu em outros reinos pelo mundo, estavam chegando. A afobação terminou com os planos. E o barco vai tocando, certo? Em vez de estarmos sob o governo de Luís I do Brasil, temos outro Luís no comando, o Lula – que, apesar dos pesares, têm feito coisas boas em alguns setores do nosso país.

Só pra terminar: o que eu quero mesmo, antes de tudo, é que nosso país seja cada vez mais unido, e que cada unidade da federação contribua para o desenvolvimento da outra. Que o nosso país encontre o caminho certo a seguir. E que, mui breve, nos encontremos bem em todos os sentidos.

CURIOSIDADE. Dos 20 países com maior IDH no mundo, 12 são monarquias constitucionais (Noruega, Austrália, Canadá, Suécia, Japão, Países Baixos, Espanha, Dinamarca, Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo e Nova Zelândia).

domingo, 9 de novembro de 2008

SÃO PAULO FAZ ESCOLA?

Quando no começo do ano eu cheguei à escola e vi que o governo tinha mandado para cada aluno uma espécie de livro de atividades que mais parecia um periódico (de fato, se chamava Jornal do Aluno), fiquei um tanto feliz. Pensei que, pela primeira vez em anos, o Estado de São Paulo estava dando a devida atenção para os estudantes das suas escolas públicas. Triste engano. Foi virar a primeira página e ver o quão terrível os exercícios eram. Isso sem contar as erratas que eram muitas, principalmente na parte de Geografia.

Vamos seguindo. Terminados aqueles primeiros dois meses e as benditas lições, foi feita uma avaliação na qual qualquer um seria capaz de ir bem. Até aí, tudo bem, pois pensamos que, dali pra frente, teríamos a liberdade de sempre para fazer nossas próprias aulas, pois, ao contrário do que muitos do alto escalão da educação desta unidade federativa pensam, nós, educandos, não somos números, mas seres humanos com várias dificuldades. Mas, não. O mundo é injusto, como diria um EMO. Eis que a chefia paulista manda para nossos professores os chamados Cadernos do Professor, que eram nada mais, nada menos, que propostas curriculares que os mestres, querendo ou não, tinham que seguir para não “ferrar” os alunos numa possível avaliação futura.

E toca o sufoco. Várias matérias que já tinha estudado no 1.º colegial – estou na 2.ª série do Ensino Médio – foram repetidas, como a questão indígena e o expansionismo norte-americano, em História, sem contar na falta de “recheio” nas outras matérias. Por isso entenda conteúdo, aquilo que vale e é realmente necessário aprender. Eu juro que, durante este ano todo, não tive uma palhinha sequer de gramática. Não me importo muito com isso, afinal, vou muito bem em português, obrigado. Mas e os meus colegas, que não são muito privilegiados quando o assunto é a língua de Camões? Muitos deles desejam, para o ano que vem, passar numa faculdade, correr atrás de um futuro promissor. A Secretaria da Educação não liga pra eles?

É o que me parece. Parece-me que o governo, em vez de reformar pra valer o ensino no estado, está é acabando com o pouco de qualidade que havia. De fato, nossas escolas recebem livros ótimos, como os de Biologia, História e Língua Portuguesa, mas, de que adianta mandá-los se não podemos usá-los? Nós queremos aprender, Estado! São Paulo tem que acontecer, mas não deste jeito.

E, sinceramente, se tudo continuar como está, se ano que vem as coisas não melhorarem acima da linha do cem por cento, as chances de meus colegas e eu passarmos num bom vestibular caem absurdamente. Algo que é ruim para o próprio estado, por que de onde ele pretende tirar sua massa trabalhadora qualificada? Escolas particulares têm aos montes, de lá saem pessoas geralmente preparadas para uma faculdade, mas elas serão suficientes para mover tudo?

Pelo amor que você tem ao nosso estado, Excelentíssimo Senhor governador José Serra: dê um jeito nisso imediatamente!

Antônio Prado,
Aluno de escola pública paulista

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA

Dia 05 de novembro, segundo a lei 11.310, de 12 de junho de 2006, é dia da Língua Portuguesa no Brasil. Mas eu me pergunto se há razão para festejar esta data, nem que seja no nosso íntimo. Pra mim, pelo menos, não.

Afinal, como é de conhecimento de todos, eu sou CONTRA a reforma ortográfica do nosso idioma que entrara em vigor em menos de dois meses. Eu me adequarei a ela? Claro. Ano que vem serei vestibulando e é bom que estas malditas novas regras entrem na minha cabeça pra que eu não faça feio e entre numa boa universidade. Mas isto não quer dizer que eu, enquanto brasileiro e amante deste linguajar maravilhoso, não seja avesso a esta burra decisão por parte de pessoas que deveriam defender e não atacar a nossa cultura.

Mas deixando isso um pouquinho pra lá, trago pra vocês algumas curiosidades sobre o português.

- O escritor espanhol Miguel de Unamuno chamava o português de “o espanhol sem ossos”. Muita gente interpreta esta afirmação erroneamente, visto que ele se referia bem, e não mal, à nossa língua. Com esta frase ele queria denotar a “superioridade” do nosso idioma em relação ao castelhano quando o assunto é melodia, sonoridade.

- A língua portuguesa é falada oficialmente em nove países e usada como segundo idioma por outros dezoito. Com isso, são 230 milhões de falantes, nativos ou não, em todo o mundo – a maioria no Brasil, claro, fazendo da nossa “versão” a mais usada no planeta. Ocupa entre o 6.º e o 5.º lugar entre as mais faladas.

- Hoje, no Uruguai, o ensino do português é obrigatório nas escolas e cogita-se para daqui alguns anos oficializar a nossa língua na ex-Província Cisplatina.

- Existem várias línguas crioulas espalhadas pelo mundo que têm como base o português. No Brasil mesmo, no Amapá, se fala o Lanc-patuá, uma espécie de francês caribenho com raízes africanas misturado com o boa e velha língua do nosso país.

- A maior palavra em português não é, nem de longe, otorrinolaringologista. Preparem-se para pronunciar: pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Agora toma um ar... Tomou? Continuando, o vocábulo tem 46 letras e é usado para definir a pessoa que sofre uma espécie de doença provocada por cinzas vulcânicas. Bem, se o infeliz que tiver essa enfermidade conseguir pronunciar o seu nome, com certeza, ele não está tão mal assim. :P

- O português é a única língua românica que admite mesóclise – a colocação de pronome oblíquo no meio de um verbo.

- Muitas pessoas famosas falam nossa língua, só que não são nativos, tipo J.K. Rowling, escritora do best-seller Harry Potter, Nat King Cole, falecido cantor de jazz estadunidense, Rainha Sílvia da Suécia, mulher de Carlos XVI Gustavo da Suécia, Sting, ex-vocalista do The Police, e Taro Aso, atual primeiro-ministro e primeiro chefe de governo católico do Japão.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O HALLOWEEN E A QUESTÃO DA BRASILIDADE

O Halloween faz parte da cultura dos países de idioma anglo-saxão. Entretanto, é nos EUA que encontramos o Dia das Bruxas sendo festejado com todo o vigor. Hoje, naquele país, podemos encontrar bandos de crianças fantasiadas, batendo de casa em casa pedindo por doces e oferecendo travessuras caso não sejam atendidas. É muito bonito. É bom ver a união de milhões e milhões de pessoas numa festividade só.

Pensando nisso, me veio a pergunta: e no Brasil? Existe algum evento que prestigie o folclore nacional e que mobilize todas as pessoas, desde os confins da Amazônia até os pampas gaúchos?

Claro que não, infelizmente.

Talvez por isso e/ou tentando barrar o tão temido por eles imperialismo norte-americano, os comunistas Aldo Rebelo e Ângela Guadagnin tenham proposto ao governo em 2005 a criação do Dia do Saci que, pelo menos teoricamente, serviria para relembrar a todos o valor de nossa tradição tão rica, tão diversa.

Conseguiram com que a data fosse aprovada e entrasse nos anais do congresso. Entretanto, três anos se passaram e eu não vejo ninguém, nem mesmo nas escolas comemorando nesse 31 de outubro os nossos costumes, nossas lendas, nossa música, enfim, o que forma a nossa... identidade (?).

Primeiro de tudo, o nosso país precisa de IDENTIDADE. O futebol e o carnaval são dois pontos importantes nesta formação, mas não substituem todo o resto.

Somos um país sem rosto, percebem? Precisamos nos maquiar. Precisamos colocar um pouco mais de cor e música do nosso coração, reviver os velhos sabores e as arcaicas visões. Crer um pouco mais, mesmo que só pra manter viva a lenda.

E quer coisa mais bela pra representar uma suposta brasilidade que o Saci que apresenta elementos indígenas (surgiu entre os nativos das missões católicas no sul), africanos (a cor da pele, o fato de ter perdido uma perna lutando capoeira e o pito) e europeus (semelhanças com os gnomos, incluindo o píleo, aquele chapeuzinho vermelho)? Eu não encontro outro melhor representante!

Não estou dizendo que não podemos comemorar o All Hallows Eve, não. Só estou dizendo que, antes de prestigiar o alheio, precisamos mostrar o que é nosso. Afinal, não podemos ser engolidos pela globalização e, sim, colaborar com ela.

E ainda torço muito pelos meus filhos. Pra que, quando eles vierem ao mundo, encontrem um pouco mais do que superficialidade. Que eles encontrem corações e almas prontos para contar-lhes as velhas histórias, de medo, de glória e de amor...

sábado, 25 de outubro de 2008

SE DUAS FORAM RUINS, A TERCEIRA SERÁ...

o cúmulo do INEXPLICÁVEL!

Em entrevista ao site Estrelando, o autor da linha bestial de novelas Caminhos do Coração, Tiago Santiago, disse que a possibilidade de uma 3.ª temporada da maldita é praticamente certa, algo em torno de 99,9%.

Aí eu venho e te pergunto: "Vale a pena?".

Bem, se você for pensar "racionalmente", até que sim. Parece que com esse folhetim a Recópia dobrou ou triplicou, sei lá, a audiência do horário, muitas vezes batendo a Glóbulo. Entretanto, ninguém merece mais aquela história sem nexo, sem pé nem cabeça, com um monte de criaturas que aparecerem de um episódio pro outro e um texto tão chulo que até uma criança da 1.ª ou 2.ª série escreveria.

Se fosse algo melhor feito, pode até ser que eu, EU assistiria. Mas, não. O cara não sabe nem plagiar! Sim, porque quem não percebeu cópias mal-feitas X-Men e Heroes na novela é puramente idiota.

Tenha a Santa Paciência, porque a Santa Ignorância já deve tá de saco cheio...

E mais uma vez eu digo: NÃO A CAMINHOS DO CORAÇÃO!

Afinal de contas, nobody deserves!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

E AINDA MUDARAM A ORTOGRAFIA # 01

Apesar de aderi-la, melhor, engoli-la sem sal nem pimenta ou um gole que seja de água, eu ODIEI a reforma ortográfica da língua portuguesa e todo mundo que acompanha este blog desde o início sabe muito bem disto. Considero-a desnecessária, inútil até, e um atentado irreparável à nossa cultura brasileira.

Então eu pensei: "Como eles podem querer transformar algo que nem educado está?". Sim, porque MUITA gente no Brasil ainda escreve errado. E muito errado!

Resolvi criar o especial E AINDA MUDARAM A ORTOGRAFIA para mostrar algumas coisinhas pra vocês...

Coisinhas como essas:

No comments... :P

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SE LATINO MERECE UM ESPECIAL...

Roberto de Souza Rocha, mais conhecido com Latindo Latino é uma "celebridade" brasileira conhecida por suas músicas, como ele mesmo definiria, completamente sem-noção, muito apreciadas por pessoas como ele e Kelly Key, seu ex-affair e terrível versão feminina.

Aprendeu supostamente tudo o que sabe nas ruas dos EUA, enquanto trabalhou como garçom, copeiro, cozinheiro, mágico e dançarino por lá – trabalhos dos quais ele nunca deveria ter pensado sair.

No ano 2000, quando uma de suas três filhas – ele também tem um guri –, Suzanna, fruto de seu relacionamento com a supracitada cantora, posou para a G[eriatra] Magazine.

Ganhou o tosco importantíssimo Melhores do Ano do Domingão do Faustão, na categoria música do ano com Festa no Apê, em 2005.

Participou das finadas novelas Kubanacan e América, das séries A Diarista – que saudade da Poia! – e A Grande Família, e teve suas músicas nas trilhas sonoras de Salsa & Merengue e Cobras & Lagartos.

Bem, você deve ter percebido que, apesar de não gostar muito do cara, eu conheço bastante dele, certo? O fato é que é necessário se conhecer quem não se gosta. E eu leio a Wikipédia. :P

E eu só disse tudo isso aí em cima pra perguntar: um sujeito como esse merece um especial, nem que seja na Hebe?

Pô, se for assim, eu vou sair cantando um monte de porcaria e por aí e daqui alguns anos estarei nas paradas de sucesso e aparecendo numa porrada de programas!

Não, não vou fazer isso! Fiquem sossegados, tenho consciência da minha voz terrível.

Ao contrário do Latino que parece não ouvir o que canta, certo?

Tenho pena por ele. Afinal, ou ele deve ter muito amor-próprio ou... deixa pra lá!

E, só pra terminar: a última música que ele lançou é a PIOR de todas na minha opinião. Pseudo-romântica, procura... nada! :P Essa é a função das "letras" dele!

Convido vocês a não assistirem hoje a Hebe. Pelo bem de vocês próprios, falou?

PS: Desculpem-me os fãs, mas como disse Guimarães Rosa, "pão ou pães, é questão de opiniães".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vai com Deus, Galisteu!

Depois de uma novela interminável, a apresentadora Adriane Galisteu está de malas prontas para ir trabalhar na Band. Foram seis meses de negociações e Sílvio Santos colocando panos quentes na situação.

Entretanto, nada foi suficiente. A moça, que teve seu contrato expirado em 30 de setembro, não perdeu a oportunidade de agarrar o emprego na outra emissora.

Se continuasse no SBT, seu salário seria bem menor do que o atual e ela continuaria na geladeira. Ou seja: depois de tanta sacanagem, Galisteu soube em que se agarrar.

Com certeza não é a melhor das opções, pois pode acontecer com ela o mesmo que ocorreu com a ex-VJ Daniela Cicarelli: o programa dar errado e a presenter sair do ar, sem mais nem menos.

Mas eu desejo sorte a ela. Apesar de ter saído de uma emissora que eu gosto, principalmente do ano passado pra cá, com a evidente tentativa de reforma da grade de programação, eu torço pra que ela se dê bem. E lamento pela emissora do dono do baú. Sim, porque não é qualquer dia que se consegue uma Galisteu...

É posto um fim no calvário dos cortes, dos desagrados e das mudanças de horário constantes. Pelo menos assim espero.

Tô aqui depois de quase uma semana sem postar. Tinha dito que publicaria com mais freqüência, mas não deu. Desculpa aê. :P

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Márcia Goldschimidt [OU] Regina Volpato?


Eu meio que "abandonei" isso aqui essa semana, mas é que as coisas só foram se amontoando e eu tive que terminá-las de alguma forma. O fato é que a semana de provas e trabalhos acabou, e estou um pouco mais folgado para postar algumas coisas aqui. Então, vamos a um post que eu quero ter publicado aqui desde quarta-feira.

Meu amigo Hugo disse que eu preciso criar algumas preferências. Ele fica fulo quando eu não consigo dizer pra ele de qual atriz eu gosto mais em Desperate Housewives ou, ainda pior, qual dos meus camaradas é o #1's. É claro que, em nenhum momento da minha vida, eu vou criar uma espécie de pódio onde colocarei meus amigos em ordem de importância. Bem, pelo menos assim espero! Pois, pra mim, é impossível classificar como pior ou melhor aquilo que é completamente diferente. Sim, porque, apesar de serem humanos, eles não são iguais. Nunca.

Mas pra algumas coisas na vida dá pra apontar uma certa predileção. E é exatamente por isso que estou criando uma coluna aqui no Brazilian Damn: o Ou. Que nome estranho, né? Se você conciliar a imagem que abre a postagem com o texto com certeza não vai achar tanto assim.

Nossas convidadas hoje no Ou serão as apresentadoras Márcia Goldschmidt (sim, eu consigo escrever o sobrenome dela certo, assim como Arnold Schwarzenegger!) e Regina Volpato, com seus programas Márcia, na Band, e Casos de Família, no SBT.

Confesso: de vez em quando eu passo pela Band pra assistir Márcia. Apesar de detestar algumas características da apresentadora, como aquilo que eu chamo de Moral de Bolso – "Você nunca vai ser feliz enquanto não aprender que a felicidade está dentro de ti" ou "Você não precisa de ninguém pra continuar vivendo" –, sem contar as historinhas de rica dela – que foram muito freqüentes quando ela voltou de Miami para apresentar. Entretando, mas não deixa de ser uma boa – eu disse boa, não ótima! – opção para gastar os últimos minutos da tarde, assistindo a um monte de nada surpreendentes revelações de paternidade, chifre traição, além de mais um tanto de baboseira. Sem contar nas histórias da vida real, narradas por uma moça que, sinceramente, precisa de umas aulinhas de como contar as coisas com mais destreza. Afinal, há partes que eu até chego a pensar que ela está com dor de barriga devido aos sons que faz. o.O

Já Casos de Família – que é a minha sweet guilty pleasure – é o total oposto da moeda. Apesar de geralmente tratar as mesmas coisas que na Márcia, é bem mais leve e diria até mesmo sofisticado. Regina Volpato, como mais ninguém, consegue conduzir o programa sem muitos problemas, fazendo que todas as opiniões sejam expostas, sem muita polêmica, sem nenhuma baixaria – se bem que, há uns meses atrás, a fórmula do programa foi mudada temporariamente e coisas desse tipo foram freqüentes; a apresentadora reclamou, as coisas voltaram ao normal, graças a Deus! E ainda consegue ficar a maioria das vezes em 2.º lugar, isso quando não bate a Globo! A opinião dos psicólogos, seja da doutora Anahí ou do Ildo são congruentes e mostram ainda mais a qualidade do programa que só não termina melhor porque sempre termina. :P

Ou seja: apesar de às vezes fazer uma visitinha ao Márcia, minha estrelinha vai pro Casos de Família.

E você? Qual é a sua preferência?

Semana que vem eu volto com mais um "embate"!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Refórma ortográfica? Quë ideia màis bêesta!

Comentava com um amigo meu sábado sobre a reforma ortográfica que o português vai sofrer a partir do ano que vem. Quero dizer, isso já era pra estar em vigor desde janeiro deste ano, mas como o povo brasileiro é meio do atrasado e os portugueses muito coniventes com as nossas burradas (é fato que eles relutaram mais que a gente contra a mudança, mas no final acabaram aceitando) a bendita acabou ficando pro ano que vem. E a partir de 2009, vamos ver mudar palavras como acção e baptismo nos outros países lusófonos e microondas e mini rodoviária virar micro-ondas e minirrodoviária no Brasil.

Agora eu venho e te pergunto: pra quê? Que coisa mais ridícula, né?

Eu sou do tipo de pessoa que acredita na palavra-História. Acredito que cada coisa que escrevemos no nosso dia, esteja ela de acordo com as normas cultas da língua ou não, refletem o nosso passado da forma mais bonita e mais pura. Sim, porque se chegamos ao trema em conseqüência e no acento circunflexo em pêlo (substantivo) pra diferenciar de pelo (preposição + artigo), ou então no "chapeuzinho" em vôo e crêem, não foi, assim, simplesmente. Todo um contexto interno e não de globalização (como está acontecendo no caso da atual reforma) contribuiu para isso. O momento que o país vivia, os sentimentos do povo, sua História, sua cultura, sua beleza (até mesmo no sentido estético da palavra) contribuíram para a atual formação das palavras que lemos e cantamos...

Tudo pra quê?, volto a perguntar. Pra absolutamente NADA! Só pra degradar o que construímos com o passar dos séculos.

Eu me sinto muito triste com essa situação toda. Mas, infelizmente, terei que me adequar a ela. Caso contrário, no vestibular do ano que vem eu acabo me ferrando e aí já viu, né?

Mas se eu já estivesse na faculdade ou/e principalmente fosse um intelectual endinheirado, eu não somente me rebelaria contra isso, mas financiaria aqueles que quisessem lutar contra a nova reforma ortográfica (ou coisa besta, caso prefira).

Desabafei. :P

Só pra terminar, vai pros malditos (subentenda-se, principalmente: ABL, incluindo um certo mago semi-analfabeto) que resolveram sobre esse novo processo de mudança o seguinte poema:

Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

Oswald de Andrade

Tony Prado

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Pelo amor, né, Lavínia?

O prazo pra tirar o título eleitoral acabava naquele dia e eu, como ainda não sou obrigado a votar, nem esquentei minha cabeça com isso. Afinal, odeio politicagem. Grifo: politicagem.

Quer coisa mais feia que um monte de muros pintados, santinhos capetinhas sujando nossas casas e ruas, o barulho infernal dos carros-de-som, comícios e showmícios? Tudo isto pra quê? Pra entreter o povo que, com pão e circo, sabe muito bem em quem votar: nos bons politiqueiros.

E, graças a Deus, um ou outro que acaba alcançando a Câmara e a prefeitura faz uma ou outra coisa pela cidade. Mas a história nunca muda: quem é rico, fica mais rico; quem é pobre, se conforma com o que sobra.

Não, isto não é "papo de comunista", é a mais pura verdade!

Daí vem a Lavínia Vlasak, grávida, me dizendo em trocentos comerciais que é pra eu não deixar de votar, que é importante, que é isso e que é aquilo...

Adiantou alguma coisa? Pois tirem suas próprias conclusões! Só uma dica: não estou com nenhum pingo de remorso.

Vou-me. Vocês fiquem com a atriz da Recópia Record.

JUSTIÇA ELEITORAL

LAVÍNIA VLASAK - VOTO FACULTATIVO

Tony Prado