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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

TV ZONE # EDIÇÃO N.º 1

O TV Zone é a mais nova coluna do Brazilian Damn que trará para você, leitor, uma “cata” dos principais acontecimentos da TV brasileira nos últimos dias, as audiências, as novidades, enfim, num só post, o que aconteceu e o que pode acontecer pelas emissoras afora e, claro, a minha opinião que, muitas vezes, pode se apresentar cáustica – e para a qual eu desejo um mínimo de compreensão, claro. Agora, deixando o blá-blá-blá para mais tarde, vamos às notícias!

CAMINHO DA MÁ AUDIÊNCIA

Glória Perez, a afamada escritora de O Clone e, mais recentemente, Caminho das Índias, certa vez disse que pretendia um IBOPE na faixa dos 70 pontos com a sua nova novela, protagonizada por Juliana Paes e Márcio Garcia. Entretanto, com muito sacrifício, ela anda encostando-se à faixa dos 30 pontos de audiência, sendo que no capítulo de um mês de exibição ela conseguiu sofridos 34,2 pontos e 53% de share (número de aparelhos de TV sintonizados na Globo no momento da exibição). A sua antecessora, A Favorita, de João Emanuel Carneiro, alcançou 35,6 pontos no mesmo período. Vale lembrar, entretanto, que depois de algumas semanas de exibição, principalmente depois que Flora foi finalmente desmascarada para o público brasileiro, o folhetim aumentou consideravelmente os seus números, tendo fechado com comemorados 46 pontos de média. Ou seja: vamos esperar para ver no que vai dar. E aos curiosos que ainda não se sintonizaram, Caminho das Índias é exibida de segunda a sábado a partir das 21h.

A SALVAÇÃO DA BAND

Depois da estreia do CQC – Custe o Que Custar, eu acredito um pouco mais na força criativa da Bandeirantes que, apesar da audiência muitas vezes mínima, tenta inovar sempre que dá. Exemplo disso é o programa no formato de revista eletrônica que deve estrear mês que vem – mas que, muitos apostam, só irá ao ar mesmo em abril, por causa dos atrasos na programação causados pela cobertura do Carnaval e tudo o mais –, o Programão, comandado pelas ótimas Patrícia Maldonado e Lorena Calábria, além do cozinheiro televisivo e alegria das vovós Daniel Björk Bork. A emissora pretende com esse novo programa concorrer mais dignamente com os outros canais. Desejo sorte e que nada descambe para o fracasso, como aconteceu com o Olha Você do SBT que, de uma hora pra outra, virou uma porra-louca jornalística que eu custo a entender...

FALANDO NISSO

As apresentadoras Claudete Troiano e Christina Rocha, que nas últimas semanas gravaram pilotos para substituir Regina Volpato no comando do Casos de Família, foram reprovadas por Sílvio Santos. Isso mesmo: o todo-poderoso dono do baú não quer saber das duas comandando o programa que, a partir de março, deverá ter outra hostess ou simplesmente ir parar no lixo. Como a emissora está em “recesso” por conta dos festejos dessa semana, as coisas só voltam ao normal mesmo a partir da quarta-feira ao meio-dia, quando tudo deverá ser resolvido às pressas. Ainda não se sabe quem são as outras que tentaram uma das vagas mais invejadas dentro do SBT, mas parece que estão sendo bem exigentes nesse sentido. Afinal, para achar alguém que possa estar à altura da Regina para substituí-la não deve ser nada fácil. Já se sabe que a saída dela da emissora é certa, principalmente pelo fato de estar descontente com os rumos que o programa levou tempos atrás, no sentido de ter se transformado numa espécie de Márcia da noite para o dia. Ela mesma declarou este aborrecimento em seu blog pessoal. É muito triste, mas, a vida é assim. Eu só torço que encontrem e rápido uma boa apresentadora para o Casos de Família e que ele continue mantendo a sua qualidade de tratar dos mais diversos problemas com leveza e sensibilidade, além de, claro, que o próximo trabalho da senhora Volpato chegue logo, de modo que nós possamos vê-la o mais breve possível.

BARRADOS NA REDETV!

Vamos colocar assim: os fãs de 90210, mais conhecida como Barrados no Baile, estão putos com a falta de respeito da RedeTV! para com eles. Desde o fim do mês passado, sem nenhum comunicado ou coisa parecida, a emissora de Amílcare Dallevo e Marcelo de Carvalho tirou do ar a famigerada série norte-americana do ar. Agora, quem liga no canal às 19h do sábado encontra o programa dos irmãos Suplicy, Supla e João, que eu ainda não vi. O motivo? Aparentemente, a audiência. A série dos anos 90 só rendeu 1 ponto de média na audiência da emissora. Agora, quem corre riscos são Buffy – A Caça-Vampiros e Dallas, outras que estão no “pacotão de novidades” do canal. Se isso acontecer, a RedeTV! assina mais uma vez o seu contrato de total desrespeito para com os seus telespectadores, já demonstrado com o fim só confirmado meses e meses depois de Donas de Casa Desesperadas, entre otras cositas más. Enfim, o negócio é não confiar muito no dito canal que, aliás, está usando Pokémon como o SBT usa o Chaves e a Record o Pica-Pau: como um belo tapa-buraco. Ok, todas as opções anterior são muito boas, principalmente o programa do senhor Bolaños – que completou 80 anos, parabéns! –, mas diversidade de grade não faz mal a ninguém...

POR UMA GRANDE INFELICIDADE...

A franquia Caminhos do Coração, que, apesar da dor de cabeça causada pela audiência não tão boa da segunda temporada, Os Mutantes, terá mais um spin-off: com a possibilidade de estrear mês que vem e terminar em junho/julho, a terceira season – que muitos dizem se chamará Mutanteens (uma miscelânea de Mutantes com Teens (Adolescentes, numa tradução livre) – terá uma população menor de aberrações computadorizadas e se focará numa relação romântica entre duas dessas bestas da teledramaturgia brasileira. Aliás, pelo que se ficou sabendo, Tiago Santiago só teria conseguido isso depois de muito chororô aos pés dos bispos do canal, o que teria causado um certo desagrado por parte de Lauro César Muniz, que supostamente queria utilizar-se de alguns integrantes do elenco da novela de TS. Enfim, estou muito triste e com uma vontade nauseante de vomitar. Uma a gente até engole, a segunda entala na garganta, agora, uma terceira?! Pelo amor dos meus priminhos... Ah, vale lembrar que, na última semana, a novela conseguiu 12 pontos de média.

Essas foram as principais notícias – ou não! – sobre a TV brasileira nas últimas semanas. Espero que vocês tenham gostado, inclusive dos comentários pessoais. Caso contrário, manifestem-se nos comentários! Afinal, como a própria televisão, o TV Zone veio não só para informar, mas para causar os comentários alheios.

Um abraço e até a próxima!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

REVELAÇÃO - PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Poderia ter sido melhor...

NO GERAL

O primeiro capítulo de qualquer coisa na TV não é o melhor. Entretanto, em se tratando de Revelação, sobre a qual houve tanto estardalhaço por durante tanto tempo, eu esperava bem mais. Não que tenha sido ruim, não. Mas em alguns aspectos, principalmente a trilha sonora e a falta de técnica na troca de cenas, aquilo que era pra ser um festival de inovação acabou sendo mais um episódio malfadado do SBT que tenta recuperar sua audiência – que, tecnicamente, está sendo recuperada, visto que há quatro meses a emissora está na vice-liderança.

O CASAL

Bem, vamos começar com o par romântico de Revelação, Lucas (o ex-gay da Globo, como minha irmã disse, Sérgio Abreu) e Vitória (Tainá Muller). Seguindo a cartilha dos dramalhões mexicanos, dá pra perceber que eles viverão a típica relação de amor e ódio entre os casais separados das novelas latinas. Daqui a pouco tudo isso vai virar um chororô só. Confesso que, durante a estréia, eu até troquei de canal durante algumas cenas dos dois. Afinal, se eu tomasse mais uma dose daquele melado todo que caía das falas de cada um eu sufocaria. Quase me derrubou também o clima de riqueza – o que não me surpreende muito, escrita a novela por quem é... Enfim, precisa melhorar muito nesse ponto. Quem sabe quando a fase da aversão começar a coisa não melhora. Ah, e eu gosto muito do Tim Maia, mas aquela música pra um par tão... tão... açucarado como esse não pega. Acredito que O Mare e Tu, de Dulce Pontes ft. Andrea Bocelli foi a melhor escolha.

OS VILÕES

Numa época em que os escândalos políticos vêm a tona cada vez mais facilmente no nosso país, o que não poderia faltar na novela de Íris Abravanel, ainda mais numa cidade chamada Tirânia, era gente corrupta. Provavelmente amiguinho de Romildo Rosa (Milton Gonçalves), de A Favorita, George Castelli (Flávio Galvão) é mais caricato do que o papel exige. A mulher, Sofia (Renata Zhaneta), e os filhos bons, Renato (Bruno Gradim) e Rebeca (Ana Carolina Godoy), praticamente não aparecem. Já a má, que não poderia faltar, é a encarnação da malícia na Terra. A tal loira indispensável, interpretada por Thaís Pacholek, Beatriz, é a que vai causar todo o conflito entre Lucas e Vitória. Pra mim, foi a que melhor representou seu papel no primeiro capítulo, com toda certeza. Ah, e aquela música que tocava em toda a cena com o prefeito? Meu Deus, que chata! Sobre a bandidagem, vou ter que confessar que a de Vidas Opostas, da Record, era melhor. Os traficantes da novela vão ter que comer muito arroz com feijão pra fazer algum estrago que realmente cause frisson, como aquele tal de Jackson (Heitor Martinez) causou na supracitada.

O “RESTO”

Eu não queria usar essa palavra, mas, tudo bem. O fato é que, tirando os abastados, o que sobra em Revelação são os pobres e os empregados – o que mostra, mais uma vez, a visão de mundo da senhora Abravanel. Aquela empregada da fazenda, Maria José (Veridiana Toledo), é uma graça. Gostei bastante dela. Apesar de parecer uma palhaça de circo com todas as trapalhadas que apronta, como escorregar e deixar as coisas caírem no chão, dá todo um ar que desvia a atenção de alguns erros. Não poderia deixar de comentar o grande número de personagens avulsos, que não foram agrupados em núcleos. São tantos que eu prefiro nem comentar...

A TÉCNICA

Dos males o maior, principalmente no que consta a filmagem em si e as mudanças de cena. Pensei que, pelos trechos que tinham sido jogados no YouTube, que pareciam até um filme muito bem-feito, e os R$200 mil gastos com cada episódio, nesse quesito a novela seria perfeita. Decepcionou-me. Seriamente. Espero que nos outros episódios, assim como o entrosamento entre os atores – que pareciam MUITO acanhados um diante do outro! – e o ligamento entre os personagens, esse quesito melhore.

O QUE SALVA

O mistério envolvendo o Oculto – que eu espero que se aperfeiçoe também. A parte central da cidade cenográfica que, apesar de mal filmada, me pareceu bem cuidada. Alguns atores e atrizes que, apesar de parecerem ventríloquos, fizeram o melhor para parecerem bem. E pareceram, afinal. Hum... Algumas músicas, como a que eu já citei acima de cantores europeus, e Fever, do Michael Bublé. E a abertura! Ah, a abertura! Não sei nem o que dizer, além de que ficou perfeita!

NOTA FINAL

Levando em consideração a falta de experiência da autora, daria 6,5 para o primeiro capítulo. Aliás, pelo que eu andei lendo, nem a Íris, nem o Sílvio, gostaram muito do resultado da premiere. Quem não gostou nada foi o jornal Extra, aquela falcatrua ambulante – quem assistiu o Pânico na TV! domingo e o CQC ontem sabe do que eu estou falando... –, que disse que “filme queimado não se revela” e que a melhor coisa que o Senor poderia fazer é tirar a novela e logo do ar. Eu não acho. Acredito que nem tudo que começa mal termina pior ainda. Pode ser que, erros percebidos, eles tenham tentado arrumar as coisas. O fato é que eu vou continuar assistindo pelo menos mais um mês e depois eu decido se realmente vale a minha audiência. Sobre o IBOPE, aliás, a novela conseguiu 9 de média e 12 de pico. O que é considerado algo razoavelmente bom, levando-se em consideração o horário em que a novela foi levada ao ar – quase meia-noite! – e o canal em que é transmitido. Só espero mesmo é que assim continue. Afinal, dá pra perceber que a emissora quer recomeçar nesse assunto da teledramaturgia. E o SBT está precisando realmente colocar coisa brasileira na sua programação. As séries são muito legais, os filmes então, mas não seria ruim uma coisa mais tupiniquim.

ABERTURA

REVELAÇÃO


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O DEFICIENTE, AS BARREIRAS E O ROMPIMENTO DELAS

Muita pouca gente sabe e pouco se comentou hoje na TV sobre o Dia Internacional do Deficiente Físico. Pois saiba você, caro leitor, que é pedido a nós, seres humanos, algum tempo do nosso dia para refletir sobre ele, sobre o cadeirante, sobre o surdo e o mudo, sobre o cego. E, mais que só pensar, agir também, nem que seja da maneira mais singela possível, como ajudando um companheiro em cadeira-de-rodas a subir ou descer uma calçada que não tenha a devida acessibilidade, aprendendo a falar com uma pessoa que não pode ouvir nem nos responder com palavras ou uma pessoa que não pode ver a atravessar a rua. É um bom momento para aquecermos nossos corações e nos livrar da maior das deficiências, aquela que parte da nossa alma muitas vezes danificada pela falta de compaixão e de outros sentimentos nobres: o preconceito.

Existiram, existem e, com certeza, existirão exemplos de pessoas que souberam superar suas limitações físicas e mostrar aos outros que o que mais vale no ser humano é a sua capacidade de mostrar ao mundo sua alma. É uma boa hora para ouvir alguma sinfonia de Beethoven, que, apesar de surdo, filho de um alcoólatra e de uma mulher infeliz, transformou-se num dos maiores nomes da música erudita clássica, ou então escutar uma canção do cantor de ópera italiano Andrea Bocelli, privado do dom da visão desde tenra idade. O estadista Franklin D. Roosevelt, presidente dos EUA, que passou boa parte de sua vida numa cadeira-de-rodas pode ser contado entre os exemplos, esse home que dizia que, antes de qualquer outro vigor, o de caráter é o mais importante. Aleijadinho, o maior escultor do Barroco brasileiro, que sofria de uma doença que ainda não foi totalmente identificada, mas que fazia com que seus dedos ficassem “tortos”. A Miss EUA Heather Whitestone, que era surda, também deve ser incluída. Podemos citar igualmente os vários dislexos que não se deixaram atemorizar, como Agatha Christie, a Dama do Crime, Albert Einstein, considerado o maior físico de todos os tempos, Alexander Graham Bell, inventor do telefone, Leonardo Da Vinci, gênio das artes, Robin Williams, ator maravilhoso, Thomas Edison, inventor, entre muitas coisas, da eletricidade, que também sofria de deficiência auditiva, Walt Disney, o criador do ratinho mais famoso do mundo, Whoopi Goldberg, atriz e comediante ímpar, Winston Churchill, que, junto de Roosevelt, teve um papel mui importante durante a 2.ª Guerra Mundial... Também podemos citar personagens bíblicos, como Moisés, patriarca dos hebreus e tido tradicionalmente como autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, que era gago, Noé, que, segundo a história bíblica, salvou a raça humana e animal do dilúvio, era albino, e São Paulo, um dos pilares do cristianismo, tinha problemas de visão.

Mas, antes desses famosos, que também devem servir de exemplo, devemos também lembrar daqueles que são deficientes e estão mais próximos de nós. Estamos dando a eles o devido respeito? Bem, em muitas situações eles têm sua dignidade ultrajada, quando, por exemplo, os poderes não dão as devidas opções de acessibilidade a eles, obrigando-os à tristes adversidades, ou quando nós mesmos tomamos seus lugares em estacionamentos.

Sobre esse último exemplo, deixo com vocês uma reportagem que o Rafinha Bastos, repórter do CQC, fez sobre pessoas do próprio governo utilizando-se de vagas para deficientes. É uma de suas mais famosas edições do Proteste Já – eu, pelo menos, consegui lembrá-la para postar aqui – e faz uma bela crítica a essa situação.

E, antes de sair, só gostaria de dizer uma coisa: o poder, por mais que pareça delimitado, está mais dentro do que fora da gente.

PROTESTE JÁ!

RAFINHA BASTOS E AS VAGAS PARA DEFICIENTES

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

MEDOS INFANTIS - TODOS TIVERAM OS SEUS!

Era uma obrigação: toda noite eu tinha que olhar debaixo da cama para me certificar de que estava tudo bem. Afinal, não queria morrer enquanto dormia. Ele podia chegar a qualquer instante. Sabia que ele tinha morrido, mas me disseram que ele renascia numa continuação. E isso me deixava com o coração acelerado. Só de lembrar daqueles olhos azuis saltados, aquele monte de cicatrizes e aquele macacãozinho tão inocente que cheirava a crimes horrendos me sentia o mais desprotegido dos seres. Charles Lee Ray era o nome daquele demônio particular, muito conhecido como Brinquedo Assassino.

O vi pela primeira vez no SBT. Era um sábado, se eu me recordo bem. Não me lembro o nome da sessão de filmes. Só lembro que fazia muito frio e eu e minha prima dividíamos um cobertor no sofá da casa de minha avó. Os adultos estavam fazendo outras coisas, conversando sobre algo que de nada nos interessava. E tudo começou a correr diante de nossos olhos. O boneco saindo de sua caixa, o garoto avisando os outros que ele estava vivo... O primeiro homicídio.

Nossas mentes já cristianizadas tremeram diante de tamanha crueldade. Como aquilo era possível? Nos escondemos debaixo daquele pano vermelho e esperamos que tudo fosse embora. Não avisamos os adultos. Eles nos culpariam por estarmos assistindo aquele tipo de coisa. Simplesmente ficamos inertes e fomos tirando a coberta devagar. Até presenciarmos o terror novamente.

Sorte que ele morreu e tivemos nossas almas tranqüilizadas naturalmente. Isso até sabermos que aquela saga maldita teria continuação, pois o brinquedo não tinha morrido. E o pior: sua aparência estava ainda mais piorada. Natália e eu ainda conversamos sobre aquilo. Passamos a assustar um ao outro com esse assunto. Tínhamos seis anos, aquele era nosso medo comum. Que nossos pais não conheciam.

Mas eles perceberam os nossos pequenos rituais. Nada de dormir sem antes trancar todas as bonecas da casa no guarda-roupa – ainda mais se elas fossem da Xuxa! Barulho? Esperávamos em nossas camas, até que ele desaparecesse por completo. Quietinhos. Talvez assim ninguém nos acharia. E, claro, olhar atentamente do lado de baixo da cama. Afinal, ele poderia estar ali. Sim, ele poderia.

E assim crescemos, com esses códigos, com essas superstições hodiernas que nos permitiam boas noites de sono. Constituições para nos livrarmos do mal, amém. Amém. Essa era a palavra mágica de ambos – apesar das crenças díspares. Era ela que nos permitia colocar a cabeça no travesseiro e suspirar, sossegados.

Hoje, eu ainda me lembro de tudo isso antes de dormir. Quando ouço um barulho, ainda aperto as pálpebras do olho e puxo meu edredom pra cima da cabeça. Todos temos medos pueris que ainda permanecem, certo? O meu é o mínimo som à noite.

E o seu? Qual é?

Ele pode te assaltar a qualquer momento. Cuidado...

domingo, 26 de outubro de 2008

ERA PRA SER AMANHÃ, MAS...

"Amiguinhas" na cidade cenográfica de
Revelação: Íris Abravanel e Hebe Camargo.

O mistério envolvendo a telenovela escrita por Íris Abravanel, mulher de Sílvio Santos, já dura mais de um ano e vai continuar por mais tempo, pois a suposta estréia que aconteceria amanhã acabou sendo jogada pra escanteio. E isso me leva a acreditar com mais força que a maior REVELAÇÃO não se dará na trama, mas no fato de ela ser enfim estreada ou não.

Desde que A Favorita, da Globo, começou a ser transmitida, já se falava que o novíssimo folhetim da emissora do dono do baú entraria no ar em breve, tipo, pra concorrer com a nova – agora já velha... – atração de João Emanuel Carneiro. Passaram-se – o quê? – uns seis meses e nada de Tainá Muller – beijo, me liga! :P

E, apesar de eu comprovar o esmero que todos estão tendo com a produção, inclusive contando com a supervisão pessoal do Olê-Olê-Olá – afinal, não tem como ser o contrário; o QG da Irisnel e sua trupe fica num dos antigos quartos das filhas do casal! -, APOCALIPSE REVELAÇÃO está sofrendo uma debandada de atores e atrizes. Isso segundo o B L O G A R I T M O X – não deixe de visitar também! –, que divulgou uma lista completa dos "fujões" e o suposto motivo para a escapulida: a indecisão do canal em relação à première.

Mas, é sério: essa estratégia de gravar tudo e exibir depois não deu certo, o Sistema de Sitoms Americanos Brasileiro de Televisão sabe muito bem disso. Salomé foi cria dessa técnica e a maioria das pessoas que conhecem a TV dos anos 90 sabe o fim que ela levou: o esquecimento total.

Agora, pra eu não pagar de mentiroso quanto à qualidade da coisa, eu convido você que tá lendo esse post a acompanhar essa "reportagem" que fizeram sobre a novela, com cenas, mostra de cenário, etc e tal. Eu gostei bastante e fez com que eu tivesse um pouquinho de paciência – que logo, logo vai pro quint...

VÍDEO DE DIVULGAÇÃO DO SBT

REVELAÇÃO

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SE LATINO MERECE UM ESPECIAL...

Roberto de Souza Rocha, mais conhecido com Latindo Latino é uma "celebridade" brasileira conhecida por suas músicas, como ele mesmo definiria, completamente sem-noção, muito apreciadas por pessoas como ele e Kelly Key, seu ex-affair e terrível versão feminina.

Aprendeu supostamente tudo o que sabe nas ruas dos EUA, enquanto trabalhou como garçom, copeiro, cozinheiro, mágico e dançarino por lá – trabalhos dos quais ele nunca deveria ter pensado sair.

No ano 2000, quando uma de suas três filhas – ele também tem um guri –, Suzanna, fruto de seu relacionamento com a supracitada cantora, posou para a G[eriatra] Magazine.

Ganhou o tosco importantíssimo Melhores do Ano do Domingão do Faustão, na categoria música do ano com Festa no Apê, em 2005.

Participou das finadas novelas Kubanacan e América, das séries A Diarista – que saudade da Poia! – e A Grande Família, e teve suas músicas nas trilhas sonoras de Salsa & Merengue e Cobras & Lagartos.

Bem, você deve ter percebido que, apesar de não gostar muito do cara, eu conheço bastante dele, certo? O fato é que é necessário se conhecer quem não se gosta. E eu leio a Wikipédia. :P

E eu só disse tudo isso aí em cima pra perguntar: um sujeito como esse merece um especial, nem que seja na Hebe?

Pô, se for assim, eu vou sair cantando um monte de porcaria e por aí e daqui alguns anos estarei nas paradas de sucesso e aparecendo numa porrada de programas!

Não, não vou fazer isso! Fiquem sossegados, tenho consciência da minha voz terrível.

Ao contrário do Latino que parece não ouvir o que canta, certo?

Tenho pena por ele. Afinal, ou ele deve ter muito amor-próprio ou... deixa pra lá!

E, só pra terminar: a última música que ele lançou é a PIOR de todas na minha opinião. Pseudo-romântica, procura... nada! :P Essa é a função das "letras" dele!

Convido vocês a não assistirem hoje a Hebe. Pelo bem de vocês próprios, falou?

PS: Desculpem-me os fãs, mas como disse Guimarães Rosa, "pão ou pães, é questão de opiniães".

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vai com Deus, Galisteu!

Depois de uma novela interminável, a apresentadora Adriane Galisteu está de malas prontas para ir trabalhar na Band. Foram seis meses de negociações e Sílvio Santos colocando panos quentes na situação.

Entretanto, nada foi suficiente. A moça, que teve seu contrato expirado em 30 de setembro, não perdeu a oportunidade de agarrar o emprego na outra emissora.

Se continuasse no SBT, seu salário seria bem menor do que o atual e ela continuaria na geladeira. Ou seja: depois de tanta sacanagem, Galisteu soube em que se agarrar.

Com certeza não é a melhor das opções, pois pode acontecer com ela o mesmo que ocorreu com a ex-VJ Daniela Cicarelli: o programa dar errado e a presenter sair do ar, sem mais nem menos.

Mas eu desejo sorte a ela. Apesar de ter saído de uma emissora que eu gosto, principalmente do ano passado pra cá, com a evidente tentativa de reforma da grade de programação, eu torço pra que ela se dê bem. E lamento pela emissora do dono do baú. Sim, porque não é qualquer dia que se consegue uma Galisteu...

É posto um fim no calvário dos cortes, dos desagrados e das mudanças de horário constantes. Pelo menos assim espero.

Tô aqui depois de quase uma semana sem postar. Tinha dito que publicaria com mais freqüência, mas não deu. Desculpa aê. :P

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Márcia Goldschimidt [OU] Regina Volpato?


Eu meio que "abandonei" isso aqui essa semana, mas é que as coisas só foram se amontoando e eu tive que terminá-las de alguma forma. O fato é que a semana de provas e trabalhos acabou, e estou um pouco mais folgado para postar algumas coisas aqui. Então, vamos a um post que eu quero ter publicado aqui desde quarta-feira.

Meu amigo Hugo disse que eu preciso criar algumas preferências. Ele fica fulo quando eu não consigo dizer pra ele de qual atriz eu gosto mais em Desperate Housewives ou, ainda pior, qual dos meus camaradas é o #1's. É claro que, em nenhum momento da minha vida, eu vou criar uma espécie de pódio onde colocarei meus amigos em ordem de importância. Bem, pelo menos assim espero! Pois, pra mim, é impossível classificar como pior ou melhor aquilo que é completamente diferente. Sim, porque, apesar de serem humanos, eles não são iguais. Nunca.

Mas pra algumas coisas na vida dá pra apontar uma certa predileção. E é exatamente por isso que estou criando uma coluna aqui no Brazilian Damn: o Ou. Que nome estranho, né? Se você conciliar a imagem que abre a postagem com o texto com certeza não vai achar tanto assim.

Nossas convidadas hoje no Ou serão as apresentadoras Márcia Goldschmidt (sim, eu consigo escrever o sobrenome dela certo, assim como Arnold Schwarzenegger!) e Regina Volpato, com seus programas Márcia, na Band, e Casos de Família, no SBT.

Confesso: de vez em quando eu passo pela Band pra assistir Márcia. Apesar de detestar algumas características da apresentadora, como aquilo que eu chamo de Moral de Bolso – "Você nunca vai ser feliz enquanto não aprender que a felicidade está dentro de ti" ou "Você não precisa de ninguém pra continuar vivendo" –, sem contar as historinhas de rica dela – que foram muito freqüentes quando ela voltou de Miami para apresentar. Entretando, mas não deixa de ser uma boa – eu disse boa, não ótima! – opção para gastar os últimos minutos da tarde, assistindo a um monte de nada surpreendentes revelações de paternidade, chifre traição, além de mais um tanto de baboseira. Sem contar nas histórias da vida real, narradas por uma moça que, sinceramente, precisa de umas aulinhas de como contar as coisas com mais destreza. Afinal, há partes que eu até chego a pensar que ela está com dor de barriga devido aos sons que faz. o.O

Já Casos de Família – que é a minha sweet guilty pleasure – é o total oposto da moeda. Apesar de geralmente tratar as mesmas coisas que na Márcia, é bem mais leve e diria até mesmo sofisticado. Regina Volpato, como mais ninguém, consegue conduzir o programa sem muitos problemas, fazendo que todas as opiniões sejam expostas, sem muita polêmica, sem nenhuma baixaria – se bem que, há uns meses atrás, a fórmula do programa foi mudada temporariamente e coisas desse tipo foram freqüentes; a apresentadora reclamou, as coisas voltaram ao normal, graças a Deus! E ainda consegue ficar a maioria das vezes em 2.º lugar, isso quando não bate a Globo! A opinião dos psicólogos, seja da doutora Anahí ou do Ildo são congruentes e mostram ainda mais a qualidade do programa que só não termina melhor porque sempre termina. :P

Ou seja: apesar de às vezes fazer uma visitinha ao Márcia, minha estrelinha vai pro Casos de Família.

E você? Qual é a sua preferência?

Semana que vem eu volto com mais um "embate"!